Germano Rigotto (MDB) defende mais três anos de suspensão do pagamento da dívida do RS em entrevista à RBS TV
Germano Rigotto (MDB) apresenta propostas em entrevista à RBS TV O candidato do MDB ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, afirmou nesta quarta-fei...
Germano Rigotto (MDB) apresenta propostas em entrevista à RBS TV O candidato do MDB ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, afirmou nesta quarta-feira (23), em entrevista ao Bom Dia Rio Grande, que pretende buscar mais três anos de suspensão do pagamento da dívida do estado com a União. Segundo Rigotto, o período daria fôlego para a recuperação dos danos provocados pelas enchentes e estiagens. O candidato também defendeu um acerto de contas para rever os juros cobrados e retirar do saldo da dívida os valores que, segundo ele, foram pagos a mais. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "A minha proposta é três anos a mais de fôlego para o Estado, de oxigênio para o Estado, que não se recuperou totalmente da enchente de 2024, não se recuperou totalmente das últimas estiagens", afirmou. Rigotto também falou sobre empréstimos consignados, mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF), revisão da escala de trabalho 6x1, retirada de moradores de áreas de risco e dívidas dos produtores rurais. A entrevista teve duração de 15 minutos. Germano Antônio Rigotto tem 76 anos. Natural de Caxias do Sul, é formado em Odontologia e Direito. Estreou na política em 1976, quando foi eleito vereador. Depois, exerceu dois mandatos como deputado estadual e três como deputado federal. Em 2002, foi eleito governador do Rio Grande do Sul. Tentou a reeleição em 2006. Também foi candidato ao Senado em 2010 e a vice-presidente da República em 2018. A entrevista integra a série do Bom Dia Rio Grande com os candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Os candidatos de partidos, coligações e federações que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional participam ao vivo. Os demais são entrevistados em reportagens gravadas. A ordem foi definida em sorteio na presença dos representantes dos candidatos. As entrevistas ao vivo têm duração de 15 minutos. Veja o calendário: 14 de setembro: Frederico Antunes (PSD), ao vivo; 15 de setembro: Sanderson (PL), ao vivo; 16 de setembro: Milton Cardoso (PSDB), ao vivo; 17 de setembro: entrevistas gravadas com Ric Jones (PCO), Regis Ethur (PSTU), Luciano do MLB (UP) e Daniela Maidana da Silva (PSTU); 18 de setembro: Manuela D'Avila (PSOL), ao vivo; 21 de setembro: Paulo Pimenta (PT), ao vivo; 22 de setembro: Renato Jaguarão (Cidadania), ao vivo; 23 de setembro: Germano Rigotto (MDB), ao vivo; 24 de setembro: Marcel Van Hattem (NOVO), ao vivo. Dívida do Rio Grande do Sul com a União Germano Rigotto (MDB) fala sobre a dívida do RS Rigotto defendeu que o Rio Grande do Sul permaneça por mais três anos sem pagar as parcelas da dívida com a União. Segundo o candidato, a retomada dos pagamentos está prevista para 2027, mas o estado ainda não se recuperou dos eventos climáticos. O candidato afirmou que o período deveria ser utilizado para dar continuidade à reconstrução e para rever os juros aplicados ao longo dos anos. "Nós não temos como pagar essa dívida a partir do ano que vem. Tudo que a gente está vendo aí, e nós tivemos agora, mostrando mais uma vez o efeito da chuva, o efeito dos problemas climáticos no Rio Grande do Sul, isso é razão para nós ganharmos mais três anos de não pagar dívida", afirmou. Rigotto também propôs um acerto de contas com o governo federal. Segundo ele, o indexador da dívida não foi alterado após a redução da inflação e da taxa básica de juros. Endividamento das famílias Germano Rigotto (MDB) fala sobre o endividamento das famílias Rigotto defendeu a limitação dos juros cobrados nos empréstimos consignados e do número de contratos que uma pessoa pode assumir. Segundo o candidato, a ausência de restrições contribuiu para o endividamento das famílias. O candidato afirmou que há trabalhadores com quatro ou cinco empréstimos e grande parte do salário comprometida pelas parcelas. "O consignado não é o consignado em si que é o problema. O problema é que o governo criou o consignado, não limitou o juro cobrado pelos bancos, teria que ter feito uma negociação com os bancos com limitação de juro, e não limitou o número de financiamentos", afirmou. De acordo com Rigotto, o Congresso Nacional deveria ter aperfeiçoado as regras antes de aprová-las. O candidato disse que a atuação parlamentar não deve se limitar à votação favorável ou contrária aos projetos enviados pelo Executivo. Rigotto também relacionou o endividamento às empresas de apostas esportivas, chamadas de bets. Supremo Tribunal Federal Germano Rigotto (MDB) fala sobre a crise no STF Rigotto defendeu uma mudança no processo de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o candidato, os nomes não deveriam ser escolhidos diretamente pelo presidente da República. O candidato propôs uma lista com seis nomes: dois indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil, dois pelo Conselho Nacional de Justiça e dois pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O Senado escolheria três nomes e enviaria a relação ao presidente, que faria a indicação final. "Tu tens que ter uma lista sêxtupla: dois nomes indicados pela OAB, dois nomes indicados pelo Conselho Nacional de Justiça, dois nomes indicados pelo Conselho do Ministério Público. Então, tem nomes com certeza, com notável saber jurídico, reputação ilibada, manda para o Senado, o Senado escolhe três, manda para o presidente, o presidente escolhe um", afirmou. Rigotto também defendeu o fim das decisões monocráticas, o fim do foro privilegiado e a limitação do mandato dos ministros a, no máximo, 15 anos. O candidato afirmou ainda que votaria pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Rigotto também disse que apoiaria processos contra outros ministros que estivessem envolvidos no caso do Banco Master. Escala de trabalho 6x1 Germano Rigotto (MDB) fala sobre a mudança na escala de trabalho Rigotto afirmou que mudanças na escala e na jornada de trabalho precisam ser discutidas, mas defendeu que a votação sobre o fim da escala 6x1 ocorra depois das eleições. Segundo o candidato, a proposta deve considerar os efeitos sobre hospitais filantrópicos, Santas Casas, municípios e micro e pequenas empresas. Rigotto disse que uma eventual mudança precisa prever um período de transição. O candidato também defendeu compensações, inclusive tributárias, para os setores mais impactados. "Não vejo que esta questão pode ser decidida em um período eleitoral. Felizmente jogaram para depois da eleição a votação no Senado Federal", afirmou. "Não é simplesmente aprovar. É aprovar com transição e olhando para cada caso que tu terá que, efetivamente, ter algum tipo de compensação", disse. O candidato não afirmou diretamente se votaria a favor ou contra a substituição da escala 6x1 pela 5x2. Eventos climáticos e produtores rurais Germano Rigotto (MDB) fala sobre as famílias afetadas por enchentes e estiagens Rigotto defendeu uma ação conjunta dos governos municipais, estadual e federal para retirar moradores de áreas de risco e oferecer novas moradias. Segundo o candidato, as famílias precisam ser transferidas para locais considerados seguros e adequados. "Não tenho dúvida que um dos grandes desafios é a união do município com o Estado e com a União de ainda tirar pessoas em área de risco. E quando diz tirar, é não tirar, é desalojar, é tirar e recolocá-las em um lugar digno, em uma habitação certa", afirmou. O candidato também propôs a criação de um fundo de desenvolvimento para a Região Sul. Segundo Rigotto, os recursos poderiam financiar projetos de irrigação, prevenção a eventos climáticos e habitação. Rigotto afirmou que o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Banrisul poderiam participar das iniciativas, desde que recebessem recursos federais com juros reduzidos ou subsidiados. Ao falar sobre as estiagens, Rigotto defendeu uma atuação mais firme do Senado para renegociar as dívidas de pequenos, médios e grandes produtores rurais. Germano Rigotto (MDB) Reprodução/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS